Mato Grosso do Sul quer dobrar validade de exame para cavalos

Mato Grosso do Sul pede ao governo federal aumento da validade do exame de Anemia Infecciosa Equina para 120 dias. Estudo da Iagro garante que não há risco sanitário.

Mato Grosso do Sul quer dobrar validade de exame para cavalos

O Governo do Estado de Mato Grosso do Sul apresentará uma solicitação formal ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para estender a validade do exame de Anemia Infecciosa Equina (AIE). Atualmente com prazo de 60 dias, a proposta é que o período seja ampliado para 120 dias. A iniciativa se baseia em um estudo técnico elaborado pela Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), que analisou o impacto da mudança e concluiu que não haverá aumento no risco sanitário para os equinos na região.

A expectativa é que a alteração regulatória traga benefícios significativos para diversos setores. Produtores rurais, criadores de cavalos, organizadores de eventos e competidores de provas equestres, como o laço cumprido, são os principais beneficiados. A ampliação da validade do exame visa diminuir a frequência com que o documento precisa ser renovado, um processo que envolve burocracia e custos, especialmente para animais que se deslocam com frequência.

## Redução de entraves para a circulação animal

O secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Arthur Falcette, destacou que o prazo de 60 dias tem sido um limitador para quem depende da movimentação dos equinos. "A validade desse exame que hoje é de 60 dias ela é um limitante não só para produtores rurais, mas também para atletas do laço das diversas competições aí que utilizam os equinos", explicou. Ele ressaltou que a burocracia associada à renovação e realização dos exames gera dificuldades, principalmente para atletas que viajam longas distâncias para competir e que, muitas vezes, veem o documento expirar durante as viagens.

A necessidade de deslocamento dos animais não se restringe apenas à prática esportiva; eles também são frequentemente expostos em feiras e leilões, eventos que demandam a comprovação sanitária para o transporte. Falcette enfatizou que, embora o estudo da Iagro tenha sido concluído e demonstre a segurança da ampliação no Planalto sul-mato-grossense, a alteração final depende da aprovação do governo federal e do cumprimento dos ritos previstos na legislação sanitária.

## Próximos passos e impacto esperado

O governo estadual encaminhará o estudo técnico ao Ministério da Agricultura, solicitando que o órgão federal inicie o processo de revisão da normativa. A expectativa é que, com a aprovação, a medida simplifique a logística para o transporte de equinos, incentive a participação em competições e eventos e impulsione o setor equestre em Mato Grosso do Sul, sem comprometer a segurança sanitária animal.