Morar separado: O segredo para reacender o desejo?
Casais que optam por morar separados (modelo LAT) podem experimentar maior desejo sexual, segundo estudos. A distância e a individualidade podem preservar a intimidade.

A ideia tradicional de relacionamento evoluiu, e o modelo "Living Apart Together" (LAT), onde casais mantêm um vínculo estável sem dividir o mesmo teto, tem ganhado destaque. Pesquisas apontam que essa dinâmica pode, em alguns casos, preservar o desejo sexual. Um estudo britânico da Springer Nature indicou que casais LAT demonstraram maior intimidade sexual e percepção de compatibilidade em comparação com casais que moram juntos.
Embora não haja comprovação científica de que morar separado aumente automaticamente a libido, a distância física e a saudade podem estimular a expectativa e a fantasia, elementos cruciais para a tensão erótica. A rotina da convivência diária, muitas vezes vista como vilã do desejo, é minimizada nesse arranjo. No Brasil, personalidades como Di Ferrero e Isabeli Fontana já experimentaram o modelo, ressaltando a importância do respeito à individualidade.
Contudo, especialistas alertam que o LAT não é uma solução mágica e não resolve problemas estruturais de relacionamento, como falta de diálogo ou confiança. A chave parece residir na capacidade do casal de equilibrar intimidade e individualidade, permitindo que ambos se sintam realizados e desejáveis dentro da relação, independentemente do endereço.