Plano Safra 2026/2027: Críticas e Dúvidas Marcam Lançamento
Engenheiro agrônomo critica Plano Safra 2026/2027, destacando juros altos, inadimplência e falta de apoio governamental como desafios para o agro brasileiro.

O setor agropecuário brasileiro se aproxima do lançamento do Plano Safra 2026/2027, com início previsto para 1º de julho, mas as expectativas são de incerteza. Segundo Carlos Alberto de Sousa, engenheiro agrônomo, a combinação de juros elevados, exigências rigorosas dos agentes financeiros devido à inadimplência no crédito rural e a aparente distância do governo federal, focado em questões eleitorais, criam um cenário desanimador.
De Sousa critica a falta de inovação nos Planos Safra recentes, que se limitam a renomear linhas de financiamento. A dependência da taxa Selic, atualmente em 14,25%, é apontada como prejudicial, pois consome os lucros dos produtores e dificulta o pagamento de dívidas. A oferta de crédito sem resolver o endividamento existente é vista como contraditória, pois impede que produtores endividados acessem novos recursos.
Além disso, o agronegócio enfrenta o aumento dos custos de produção, impulsionado pela alta nos preços de insumos e fretes, reflexo de conflitos internacionais. O engenheiro sugere que, na ausência de medidas eficazes para solucionar esses entraves, seria mais prudente adiar o lançamento do Plano Safra.