Plano Safra 2026/2027 gera incertezas no agronegócio

Com juros altos e endividamento recorde, o Plano Safra 2026/2027 brasileiro gera mais dúvidas do que soluções para o agronegócio.

Plano Safra 2026/2027 gera incertezas no agronegócio

O anúncio do Plano Safra 2026/2027, previsto para iniciar em 1º de julho de 2026, aproxima-se com um cenário de apreensão para o agronegócio brasileiro. Profissionais do setor apontam que as altas taxas de juros, a inadimplência recorde no crédito rural e a aparente distância do governo em relação às demandas do campo criam um ambiente de pouca esperança para os produtores.

O plano, que visa dar suporte creditício ao setor, tem sido criticado por sua falta de inovação nos últimos anos, com a mera repetição de programas e linhas de financiamento. A taxa Selic em 14,25% torna o financiamento agrícola proibitivo, e a maioria dos recursos prometidos pelos bancos opera com juros livres. O governo demonstra dificuldade em subsidiar integralmente os financiamentos, levando a frequentes programas de renegociação de dívidas com resultados questionáveis e deixando muitos produtores sem acesso a crédito.

Adicionalmente, o setor lida com o aumento dos custos de produção, impulsionado pela alta nos preços de insumos e fretes, em decorrência de conflitos internacionais. Especialistas sugerem que, sem medidas concretas para solucionar esses entraves, o lançamento do Plano Safra poderia ser adiado, dada a atual dificuldade dos produtores em obter novos financiamentos devido ao endividamento existente.