Anvisa aperta cerco contra alisantes perigosos
Anvisa reforça regras para alisantes capilares, combatendo substâncias proibidas como formol e ácido glioxílico, que causam riscos à saúde. Orientação para verificação de registro.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) intensificou a fiscalização e a regulamentação de produtos alisantes capilares no Brasil. O objetivo é combater o uso generalizado de substâncias proibidas, como o formol e o ácido glioxílico, que representam sérios riscos à saúde pública. Apesar da proibição do formol como agente alisante desde 2009, pesquisas indicam sua persistente presença em salões.
O ácido glioxílico, introduzido como alternativa, também foi alvo de restrições pela Anvisa, pois sua aplicação aquecida libera vapores tóxicos e está associada a lesões renais graves. A agência reforçou em 2023 e 2024 que o ácido glioxílico não é autorizado para alisamento, alertando que o formol adicionado a cosméticos configura infração sanitária grave, podendo ser crime hediondo.
Recentemente, um caso de repercussão no Ceará, onde uma mulher foi internada após usar um alisante irregular, reacendeu o debate. A Anvisa orienta consumidores e profissionais a verificarem o registro dos produtos em seu portal online. Apenas ingredientes como ácido tioglicólico e seus derivados são permitidos. A França também recomendou limitação ou proibição de alisantes com ácido glioxílico na União Europeia.