Banco Mundial critica subsídios e aponta caminhos para o Nordeste

Banco Mundial sugere que Nordeste reduza dependência de subsídios e foque em produtividade e inovação. Economistas locais contestam a retirada de incentivos.

Banco Mundial critica subsídios e aponta caminhos para o Nordeste

O Banco Mundial apresentou um relatório indicando que o Nordeste brasileiro precisa reduzir sua dependência de subsídios fiscais e de crédito, considerados ineficientes e onerosos. A instituição defende que a região invista em produtividade e inovação, superando gargalos logísticos, baixa digitalização e problemas de saneamento que ainda limitam o avanço industrial e de serviços.

O estudo, intitulado “Rotas para o Nordeste: Produtividade, Empregos e Inclusão”, também propõe um novo desenho de fomento econômico, com investimentos mais estratégicos em infraestrutura e maior ligação entre jovens formados e trabalhos produtivos. O órgão ressalta a necessidade de programas de educação e formação profissional, especialmente para trabalhadores de baixa renda e informais, para aumentar a mobilidade social e econômica.

Contudo, alguns economistas locais expressam ressalvas. Ana Cláudia Arruda, do Cofecon, argumenta que a região ainda necessita de incentivos para fortalecer suas cadeias produtivas e que políticas de investimento e crédito têm sido insuficientes ou descontinuadas. José Farias, da Sudene, considera a questão dos subsídios uma "mítica internacional" e defende que eles são cruciais para manter a base econômica e industrial da região.