BNDES Destina R$ 300 Mil a Organizações Sociais em Roraima
BNDES lança programa com R$ 17,5 milhões para fortalecer organizações sociais em comunidades urbanas da Região Norte e Maranhão. Aportes de até R$ 300 mil e dois anos de capacitação.

Organizações sociais de Roraima com atuação em territórios urbanos periféricos podem concorrer a um aporte financeiro de até R$ 300 mil. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em parceria com o Instituto Phi e o Instituto Phomenta, lançou o edital do programa BNDES Periferias Fortes – Norte, com o objetivo de impulsionar iniciativas em favelas, ocupações e comunidades da Região Norte e do Maranhão. O programa conta com um investimento total de R$ 17,5 milhões e prevê a seleção de até 82 Organizações Sociais de Periferia (OSPs) de pequeno e médio porte.
## Apoio Abrangente e Formação Institucional
As instituições selecionadas passarão por uma jornada de desenvolvimento institucional de dois anos, que incluirá formação, mentorias, capacitações em gestão, comunicação e captação de recursos. Além disso, receberão acompanhamento técnico e apoio financeiro para implementar seus planos de fortalecimento. O valor destinado varia entre R$ 100 mil para organizações de pequeno porte e R$ 300 mil para as de médio porte. Bolsas de incentivo também serão oferecidas para apoiar a participação das lideranças durante o processo formativo.
## Critérios de Seleção e Inclusão
Em Roraima, a iniciativa está aberta a organizações que atuam em áreas periféricas urbanas, e estende-se aos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Tocantins e Maranhão. Serão escolhidas 25 organizações de médio porte, que devem ser formalizadas, possuir um orçamento anual entre R$ 80 mil e R$ 300 mil e ter, no mínimo, sete anos de atividade. Para as 57 vagas de pequeno porte, as organizações podem ser formalizadas ou não, com arrecadação mínima anual de R$ 20 mil ou R$ 30 mil nos últimos três anos e, pelo menos, quatro anos de atuação. Um diferencial importante é a inclusão de coletivos que ainda não possuem Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), com oferta de suporte técnico e financeiro para a formalização.
As ações das organizações devem ser voltadas para populações de baixa renda em áreas como geração de emprego e renda, educação, saúde, cultura, esporte, justiça, meio ambiente, serviços urbanos e desenvolvimento regional. O programa faz parte da estratégia BNDES Periferias, que visa ampliar o suporte a organizações em comunidades urbanas em todo o país. Recentemente, uma versão similar foi lançada para a Região Nordeste.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou que o desenvolvimento do Brasil está intrinsecamente ligado às periferias, que possuem grande potencial econômico e lideranças locais. "O papel do BNDES é ajudar essas iniciativas a ganharem escala, gerando renda, oportunidades e inclusão produtiva onde elas são mais necessárias", afirmou. Luiza Serpa, fundadora do Instituto Phi, ressaltou a oportunidade de ampliar o alcance das ações sociais e promover transformações sustentáveis.