Copas no Batente: Garçons Vibram Gols Pelos Gritos da Rua

Garçons em Campo Grande vivenciam a Copa do Mundo trabalhando, sentindo a emoção dos gols pelos gritos da rua e a energia dos clientes.

Copas no Batente: Garçons Vibram Gols Pelos Gritos da Rua

A paixão pela Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo se manifesta de formas inusitadas para muitos trabalhadores. Em Campo Grande, garçons e atendentes de bares e restaurantes vivenciam o torneio dividindo a atenção entre clientes, bandejas e a torcida. Em alguns estabelecimentos, a transmissão da TV atrasa e os gols são anunciados primeiro pelos gritos vindos da rua, criando uma atmosfera única de antecipação e celebração coletiva.

Profissionais como Victor Corrêa, 22 anos, que atua há seis meses na área, relatam a adaptação de trabalhar durante os jogos. Embora a preferência pessoal seja estar em casa com amigos, a realidade do expediente é conciliada com a faculdade e o sustento familiar. A camaradagem com os clientes, que frequentemente incentivam pausas para vibrar com lances decisivos, ameniza a situação, transformando o trabalho em uma experiência compartilhada.

Outros, como Valter Igor Vieira, 43 anos, com 22 de profissão, veem a Copa no trabalho como uma oportunidade de vivenciar a emoção junto ao público, apesar do desejo de estar com a família. Para Nelson Quintana, 51 anos e 35 na carreira, a experiência de servir durante o torneio já virou tradição, preferindo o movimento e a energia do restaurante à tranquilidade de casa. A Copa no batente, para muitos, é uma forma de celebrar e compartilhar a alegria nacional.