Desemprego jovem cai, mas renda e rotatividade persistem

Taxa de desemprego jovem cai para 13,8% no Brasil, mas baixa remuneração e alta rotatividade continuam sendo desafios.

Desemprego jovem cai, mas renda e rotatividade persistem

A taxa de desemprego entre jovens brasileiros de 18 a 24 anos apresentou uma queda significativa, alcançando 13,8% no primeiro trimestre de 2026. Este índice é metade do pico registrado durante a pandemia de Covid-19. Além disso, o número de jovens empregados chegou a 13,9 milhões, superando os níveis pré-pandemia. Os dados são do estudo "Os jovens no Brasil: permanências e necessidades de mudança", divulgado em São Paulo.

Apesar da melhora quantitativa, o foco dos desafios mudou da busca por vagas para a permanência no emprego e o aumento da remuneração. Funções operacionais e administrativas oferecem poucas perspectivas de crescimento e salários reduzidos. A rotatividade é alta, com mais de metade dos adolescentes e 38,2% dos jovens de 18 a 24 anos permanecendo menos de um ano na mesma função, influenciados por baixos salários, falta de qualificação e conflitos com horários de estudo.

O estudo também destaca que a maioria dos jovens empregados recebe até um salário mínimo e meio, mesmo com jornadas de trabalho próximas às dos adultos. Essa realidade leva muitos a buscar alternativas no mercado informal. Há ainda 6,2 milhões de jovens que não estudam nem trabalham, um grupo majoritariamente feminino afetado por desigualdades de acesso. Programas de aprendizagem são apontados como ferramenta para melhorar a inserção profissional.