Economista Celso Cavalcanti: Trajetória de utilidade pública
Celso Freitas Cavalcanti, economista alagoano, teve uma notável carreira em Brasília, atuando em cargos públicos relevantes e em missões internacionais, sempre guiado por um forte senso de utilidade pública e serviço ao próximo.

Celso Freitas Cavalcanti, nascido em Maceió (AL) em 3 de março de 1942, construiu uma carreira multifacetada e de grande relevância nos âmbitos econômico e político do Brasil. Sua trajetória foi marcada por uma profunda dedicação ao serviço público e ao bem-estar social, refletida em seu célebre pensamento: “Tenho uma filosofia e uma prática de vida segundo as quais, nesta passagem do ser humano pela Terra, devemos ser úteis às pessoas, fazendo o exercício diário de prestar favores aos outros, sem visar a nenhum retorno, ou seja, praticar o bem o máximo possível, principalmente aos pobres e oprimidos.”
Formado em Economia pela Universidade de Brasília em 1967, Cavalcanti aprofundou seus conhecimentos com diversos cursos de extensão em Economia Política Brasileira e Internacional, Populorum Progressio e Realidade Brasileira, além de Análise de Estrutura Econômica. Sua atuação acadêmica e profissional o levou a participar de importantes fóruns internacionais, incluindo o Comitê Diretor do Secretariado Internacional na Áustria (1967) e o VII Congresso Internacional em Madri (1974), além de cursos em Relações Públicas.
Ao longo de sua carreira, Celso Cavalcanti ocupou posições de destaque. Foi membro do Conselho Nacional da Companhia Nacional de Escolas da Comunidade e participou de reuniões de trabalho no Banco do Brasil. Como diretor da Telasa, colaborou com colegas de profissão. Sua habilidade como orador foi reconhecida em suas atividades no Senado Federal, onde atuou como 2º secretário da Mesa Diretora e assessor de gabinete de um senador alagoano. Foi economista da Companhia de Desenvolvimento do Planalto, chefiou o Escritório Político de Alagoas e participou do Primeiro Plano Integrado de Desenvolvimento do Distrito Federal.
Sua expertise em assuntos econômicos e políticos o levou a colaborar com diversos jornais de Brasília. A participação em dezenas de seminários internacionais, onde apresentou teses aprovadas, demonstra a amplitude de seu conhecimento e influência. Ele também dirigiu a extinta Codeal entre 1988 e 1989.
Celso Freitas Cavalcanti, filho do ministro de mesmo nome, era um poliglota que falava diversos idiomas, facilitando suas funções públicas e missões internacionais. Atuou como analista de Finanças e Controle Externo e assessor de ministros, elaborando trabalhos científicos de relevo. Entre 1983 e 1986, exerceu o cargo de secretário extraordinário de Articulação do Governo de Alagoas e, posteriormente, foi diretor de Recursos Humanos do Banco do Brasil (1990-1992).
Pela sua vasta contribuição, foi agraciado com importantes condecorações, como a Ordem do Mérito Judiciário Militar (1983), a Medalha Mérito Santos Dumont (1984), a Ordem do Mérito do Trabalho (1985) e a Ordem do Mérito Brasília (1991). Cavalcanti também deixou um legado literário, com a autoria de diversos livros sobre desenvolvimento econômico, produtividade e ação política.