Estados endividados podem receber 14,5 mil km de estradas federais

Estados brasileiros com problemas financeiros podem assumir 14,5 mil km de rodovias federais, aumentando a carga de gastos e preocupações com a gestão.

Estados endividados podem receber 14,5 mil km de estradas federais

Estados brasileiros que enfrentam graves crises financeiras estão prestes a assumir a responsabilidade pela manutenção de 14,5 mil quilômetros de rodovias federais. Essa extensão representa 19% da malha rodoviária nacional e estava sob a gestão do Ministério dos Transportes desde a década passada. A União busca devolver esses trechos aos governadores, pois um antigo acordo que previa a conservação federal está próximo do fim.

Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais são os estados mais impactados. Apenas em Minas Gerais, serão adicionados 6.000 km à administração estadual. O governo paranaense estima um gasto anual de R$ 200 milhões com quase 1.000 km de rodovias que seriam transferidas. O Rio Grande do Sul já enfrentou dificuldades para pagar servidores, e o Paraná lida com atrasos e uma recente crise pós-reforma previdenciária.

Os departamentos de estradas estaduais argumentam que muitas dessas rodovias possuem características federais e podem prejudicar usuários. Um acordo firmado em 2002 previa compensações financeiras, mas foi vetado em 2003. A manutenção federal foi prorrogada até o fim de 2015, alertando os estados sobre a necessidade de prever esses custos em seus orçamentos.