Jovens Brasileiros: 6,2 Milhões Fora de Estudo e Trabalho
Brasil registra 6,2 milhões de jovens que não estudam nem trabalham. A maioria dos empregados jovens permanece menos de um ano no cargo, refletindo instabilidade.

Um levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e do CIEE revela que 6,2 milhões de jovens brasileiros, entre 14 e 24 anos, não estão engajados em atividades de estudo ou trabalho. Esse grupo, conhecido como "nem-nem", representa 18,7% da população jovem e registrou um aumento de 12,7% em relação ao final de 2025. Paralelamente, a taxa de desemprego entre jovens de 18 a 24 anos atinge 13,8%, mais que o dobro da média nacional.
A instabilidade é marcante entre os jovens empregados. A maioria, mesmo em vagas formais, não permanece no mesmo emprego por mais de um ano. Esse cenário é impulsionado por salários baixos, funções de pouca qualificação e a busca constante por novas oportunidades, práticas que contrastam com a valorização da estabilidade de gerações anteriores. Jovens da geração Z, por exemplo, tendem a priorizar aprendizado rápido e flexibilidade, caracterizando o "job hopping" como uma estratégia de carreira.
As ocupações mais comuns para essa faixa etária incluem balconistas, vendedores, escriturários e caixas. A carga horária média semanal para jovens entre 18 e 24 anos é de 38,6 horas, similar à média geral. O ciclo de pouca permanência no emprego dificulta a aquisição de experiência e o crescimento profissional, configurando um desafio persistente para a trajetória laboral dos jovens no país.