Letramento Emocional Falta em Empresas Brasileiras
Especialista critica falta de letramento emocional em empresas brasileiras, mesmo com a NR-1. Formação e cultura saudável são essenciais para saúde mental.

A saúde mental corporativa ganha destaque, mas o letramento emocional ainda é uma carência na maioria das empresas do Brasil. Segundo o psicólogo Rossandro Klinjey, a NR-1 trouxe visibilidade ao tema, mas não resolve a questão fundamental. Ele ressalta que a norma, ao reconhecer riscos psicológicos, é um avanço, mas não ensina a lidar com conflitos e emoções no trabalho. Klinjey defende que as organizações precisam ir além da legislação e investir em capacitação para que equipes reconheçam e gerenciem seus sentimentos.
O especialista lamenta que décadas de foco em produtividade deixaram lacunas na formação de profissionais e lideranças sobre sofrimento emocional e esgotamento. Para ele, é impossível tratar de saúde mental sem abordar o letramento emocional, que envolve reconhecer sentimentos, compreender seus impactos e tomar decisões claras sob pressão. Iniciativas isoladas são insuficientes; o que protege a saúde mental é uma cultura organizacional saudável.
Klinjey também alerta para a identidade profissional excessivamente ligada ao cargo, o que intensifica riscos emocionais como burnout e ansiedade. Ele enfatiza que a integração entre vida pessoal e profissional é crucial, pois experiências externas afetam o bem-estar no trabalho. Empresas que priorizam a saúde mental como parte da rotina, com escuta ativa e segurança psicológica, estarão mais preparadas para criar ambientes verdadeiramente saudáveis.