Racismo eleva risco de morte prematura em negros

Estudos apontam que o racismo e as desigualdades sociais aumentam o risco de morte prematura e piores condições de saúde para a população negra.

Racismo eleva risco de morte prematura em negros

A falta de cuidado e as desigualdades sociais impactam severamente a velhice da população negra. Um estudo de 2021 já indicava que idosos negros em São Paulo apresentavam piores condições de renda, escolaridade e acesso à saúde privada em comparação com brancos. Mais recentemente, uma reportagem da Associated Press, com dados de 2022, revelou que afrodescendentes nos Estados Unidos enfrentam índices de saúde inferiores em diversas frentes, incluindo mortalidade materna e infantil, e acesso a tratamento para saúde mental.

Os dados norte-americanos mostram maior incidência de partos prematuros em bebês negros, alta frequência de trauma racial e sintomas de depressão entre jovens. A prevalência de Alzheimer também é maior em idosos negros (14%) comparada aos brancos (10%). Além disso, 75% dos afrodescendentes desenvolvem hipertensão até os 55 anos.

O racismo estrutural é apontado como um fator determinante. Uma pesquisa da Tulane University indica que negros nos EUA têm um risco de morte prematura 59% maior que brancos, ligado a disparidades em renda, emprego, segurança alimentar, escolaridade e acesso à saúde. A exclusão desses determinantes sociais de saúde reduz drasticamente essa disparidade, sugerindo que o foco nessas áreas é crucial para eliminar as diferenças.