Uniqlo Aperta Controle de Fábricas Contra Violações de Direitos
Fast Retailing reforça auditorias em fábricas da Uniqlo globalmente para cumprir novas leis europeias e garantir direitos humanos, identificando e corrigindo irregularidades.

A Fast Retailing, gigante por trás da marca Uniqlo, intensificou o monitoramento de sua cadeia de suprimentos para garantir o respeito aos direitos humanos. A medida visa atender ao endurecimento das regras de "due diligence" na Europa e proteger a reputação da empresa. Fábricas parceiras passam por auditorias anuais para verificar o cumprimento de códigos de conduta que incluem segurança, salários e jornada de trabalho. O novo sistema, adaptado a cada país, já abrange mais de 700 unidades fabris, com foco especial em nações como China, Bangladesh, Vietnã e Indonésia.
Os critérios de auditoria foram aprimorados para abranger cerca de 300 itens universais, além de parâmetros específicos para riscos e leis locais. Na Malásia, por exemplo, as inspeções agora detalham processos de contratação e a retenção de passaportes por empregadores. Em testes recentes, falhas na confiabilidade de informações e turnos de trabalho excessivos foram identificados, levando à orientação de correções e, em três casos, ao rompimento de relações comerciais.
A iniciativa da Fast Retailing responde também à iminente diretiva da União Europeia, prevista para 2029, que exigirá conformidade em due diligence ambiental e de direitos humanos. A empresa, que já enfrenta escrutínio internacional, busca evitar prejuízos à sua imagem, como ocorrido em 2021 com o bloqueio de camisas da Uniqlo nos EUA.