Orgaos envelhecem em ritmos distintos no corpo
Órgãos do corpo humano envelhecem em ritmos diferentes, com alguns apresentando sinais avançados cedo. Ciência busca entender e intervir nesse processo.

A idade cronológica, marcada pelo número de anos vividos, não reflete a realidade biológica do nosso corpo. Pesquisas recentes indicam que órgãos distintos envelhecem em ritmos completamente diferentes. Especialistas apontam que, por exemplo, os ovários de uma mulher podem apresentar sinais de envelhecimento avançado já aos 30 anos, enquanto outras partes do corpo ainda se mantêm mais jovens.
Cientistas como Steve Horvath, da UCLA, desenvolveram "relógios epigenéticos" que medem alterações no DNA e indicam se a idade biológica de uma pessoa está avançando mais rápido que a cronológica. Estudos publicados em revistas como a "Nature Medicine" demonstram que o envelhecimento de um sistema, como o pulmonar, pode acelerar o declínio de outros, como o cardíaco. Cada ano de envelhecimento biológico do coração, por exemplo, adiciona 27 dias à idade do cérebro.
Modelos com moscas-da-fruta (drosófilas) têm sido cruciais para mapear esses processos. Um atlas de envelhecimento celular revelou que, enquanto células cerebrais envelhecem lentamente, as de músculos e fígado se deterioram mais rapidamente. O objetivo da ciência é identificar os órgãos que envelhecem mais depressa para intervir e retardar danos ao organismo como um todo.