Fortes chuvas desalojam milhares em PE e PB
Fortes chuvas deixaram mais de 3 mil pessoas desalojadas em Pernambuco e Paraíba. Famílias perdem casas e bens, enfrentando dificuldades para a reconstrução. Outros estados como RS e PR também sofreram com temporais.

As fortes chuvas que atingiram os estados de Pernambuco e Paraíba no último fim de semana causaram transtornos significativos, forçando mais de 3 mil pessoas a deixarem suas residências. Em Santa Rita, na Paraíba, a água chegou a atingir a altura do pescoço dos moradores, exigindo a atuação dos bombeiros com botes para o resgate de pessoas ilhadas.
A Zona da Mata pernambucana também foi severamente afetada, com ruas completamente alagadas e dificuldades de locomoção. Em Macaparana, o Rio Capibaribe Mirim transbordou e arrastou uma casa. Já em Goiana, um rebanho de animais ficou ilhado devido à elevação do nível do rio. A situação começou a apresentar um leve alívio na manhã de segunda-feira (29), com o recuo inicial das águas, mas a reconstrução e a limpeza dos estragos se mostram um desafio.
Moradoras relatam a dificuldade em recomeçar. Adriana Maria de Souza, por exemplo, enviou os filhos para casa de parentes e expressou preocupação com a falta de recursos para limpar os danos. "Um saquinho de sabão em pó, detergente, uma garrafinha de água sanitária. Não tenho com o que limpar, porque dinheiro eu não tenho", desabafou.
A aposentada Linalva Gomes, que esperava comemorar o dia de São Pedro, precisou priorizar a limpeza da casa após a perda do fogão. "Terminei de lavar a casa e tirar a lama. Ai me sentei aqui para comer uma carninha para ficar fortinha", contou, demonstrando resiliência em meio ao caos.
As tempestades, no entanto, não se limitaram ao Nordeste. O Rio Grande do Sul também registrou impactos, com temporais afetando 24 cidades. Em Coronel Bicaco, moradores foram resgatados após a correnteza do Rio Guarita arrastar uma balsa por aproximadamente 60 km. No Paraná, um vendaval causou destruição em Reserva, e em Cascavel e Toledo, o granizo danificou telhados de residências.
A situação evidencia a vulnerabilidade de diversas regiões do país a eventos climáticos extremos, exigindo planos de contingência e ações de prevenção para minimizar os impactos sobre a população.