Garçons Vivem Copa Longe da TV, Mas Perto da Emoção

Garçons em Campo Grande trabalham durante os jogos do Brasil na Copa de 2026, ouvindo gols da rua e dividindo a emoção com clientes, mesmo sem ver partidas inteiras.

Garçons Vivem Copa Longe da TV, Mas Perto da Emoção

Em bares e restaurantes de Campo Grande, o primeiro gol do Brasil na Copa do Mundo de 2026 muitas vezes é anunciado pelos gritos vindos da rua, e não pela televisão. Garçons e barmen experientes, como Valter Igor Vieira, 43 anos, e Nelson Quintana, 51 anos, acumulam décadas de profissão e passam os jogos da Seleção entre o atendimento aos clientes e a torcida em meio ao expediente. Para eles, a emoção compartilhada no salão compensa a impossibilidade de assistir a uma partida inteira.

Nelson, com 35 anos de carreira, afirma que se diverte junto com os clientes e prefere o movimento do trabalho a ficar parado em casa. Já Valter, que atua há mais de 20 anos no ramo, expressa o desejo de estar com o filho em momentos como esse, mas ressalta a importância do trabalho para a família. Jovens como o garçom Victor Corrêa, 19 anos, também vivenciam essa realidade, ouvindo os gols ecoarem pela rua antes mesmo de verem na tela.

Apesar de raramente acompanharem um jogo completo, esses profissionais encontram na Copa um período de maior movimento e energia nos estabelecimentos. A paixão pelo futebol e a interação com o público transformam a experiência de trabalhar durante o torneio, permitindo que vivam a festa de uma maneira peculiar e intensa.