Exposição no Rio Relembra Covid e Projeta Futuro
Exposição 'Vida Reinventada' no Rio de Janeiro relembra pandemia de Covid-19 e projeta futuro, com foco em memória, ciência e esperança. Aberta até abril de 2027.

O Centro Cultural do Ministério da Saúde, no Rio de Janeiro, inaugura nesta terça-feira (30) a exposição "Vida Reinventada - A Pandemia de Covid-19 e a Transformação do Futuro". A mostra, que tem concepção da ex-ministra Nísia Trindade, propõe uma imersão no período pandêmico, buscando não apenas relembrar os desafios enfrentados, mas também inspirar um futuro mais preparado.
A exposição, gratuita, ficará aberta ao público de 1º de julho de 2026 até abril de 2027, com funcionamento de terça a sábado, das 10h às 17h. O espaço conta com recursos de acessibilidade, incluindo equipe capacitada em Libras e atendimento em inglês, além da possibilidade de agendamento de visitas em grupo.
## Reflexão e Esperança
O diretor artístico, Adrén Alves, destaca que a exposição oferece uma lembrança do período pandêmico, mas com uma mensagem de otimismo. "A nossa mensagem é 'poderia ter sido diferente' e lembrar sempre uma forma de não repetir os erros do passado", afirmou Alves. A ideia é provocar reflexão sobre a maior crise sanitária do século 21 e a necessidade de aprendizado para o futuro.
A expografia e cenografia, assinadas por André Cortês, um renomado cenógrafo brasileiro, incluem documentos, relatos, instalações, testemunhos e minidocumentários criados por cientistas. "A criatividade humana coletiva sempre floresceu diante do desafio, seja para ampliar o conforto físico e espiritual, seja para nos salvar. Durante a pandemia, muitas redes humanas foram criadas", ressaltou Cortês.
## Homenagem e Grito de Esperança
A "Vida Reinventada" é apresentada como uma grande homenagem às vítimas da Covid-19, aos profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) que atuaram na linha de frente, à ciência e às vacinas. É também um "grito de esperança" para evitar a repetição de erros e garantir maior preparo para futuras emergências sanitárias.
Memória, justiça e reparação são os pilares da exposição, que utiliza experiências sensoriais e documentais para promover uma reflexão coletiva sobre as respostas da sociedade à pandemia e suas implicações políticas e subjetivas. "Reinventar a vida implica também transformar o futuro", pontua Nísia Trindade, ressaltando a importância da prevenção e preparação para novas crises.
## Ações Complementares
Paralelamente à exposição, três ações complementares ocorrerão no Rio de Janeiro e Niterói para ampliar o alcance do projeto. Haverá rodas de leitura em parceria com a Fundação Biblioteca Nacional (FBN) em julho, agosto e setembro, abordando registros históricos de crises sanitárias e reflexões literárias. Um ciclo de seminários, com transmissão online, em parceria com a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), discutirá os impactos sociais, científicos e humanos da pandemia. A exposição também integrará a programação da Reunião Anual da SBPC, em Niterói, de 26 de julho a 1º de agosto. Uma mostra de filmes, realizada com o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-Rio), está prevista para os dias 5 a 9 de agosto.