Gigantes do Festival de Parintins: 'Formigas Humanas' movem alegorias

Saiba como cerca de 500 trabalhadores anônimos, apelidados de 'formigas humanas', movimentam as gigantes alegorias dos bois Caprichoso e Garantido no Festival de Parintins.

Gigantes do Festival de Parintins: 'Formigas Humanas' movem alegorias

No coração do Festival de Parintins, no Amazonas, centenas de trabalhadores anônimos são a força motriz por trás das monumentais alegorias que encantam o público. Conhecidos como 'formigas humanas', esses operários são divididos entre os bois Caprichoso e Garantido, com denominações distintas: paikicés para o boi preto e kaçauerês para o boi branco.

Com cerca de 500 pessoas envolvidas, a tarefa de transportar, orientar e estabilizar estruturas que podem atingir 22 metros de altura e dezenas de toneladas exige não apenas força física, mas também precisão, coordenação e disciplina rigorosas. Cada alegoria deve chegar à arena no momento exato e em perfeitas condições, um feito logístico comparado a uma operação militar.

O trabalho, que começa meses antes do festival, envolve planejamento detalhado, ensaios e montagem. Os profissionais recebem suporte, mas enfrentam condições desafiadoras como calor e longas jornadas, sendo a dedicação e o orgulho de participar do espetáculo amazônico o seu maior combustível.