Modernismo Brasileiro: Arte e Pensamento em Transformação
O modernismo brasileiro, iniciado em 1922, moldou a cultura e o pensamento social do país com obras e artistas icônicos, influenciando diversas regiões.

Mais de um século após a Semana de Arte Moderna de 1922, o movimento modernista brasileiro continua a ser um marco fundamental para a compreensão da formação cultural e social do país. A atuação de artistas e intelectuais em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, irradiando ideias para outras regiões através de viagens e correspondências, foi crucial. Figuras como Tarsila do Amaral, Villa-Lobos, Mário e Oswald de Andrade, além de C. Drummond de Andrade, destacaram-se nas artes visuais, música e literatura.
O pensamento social da época foi explorado por obras seminais como "Retrato do Brasil" (1928) de Paulo Prado, "Casa-Grande & Senzala" (1933) de Gilberto Freyre, "Raízes do Brasil" (1936) de Sérgio Buarque de Holanda e "Formação do Brasil Contemporâneo" (1942) de Caio Prado Júnior, que abordaram temas como melancolia, mestiçagem, personalismo e colonização.
O modernismo também encontrou eco no Nordeste, com nomes como Manuel Bandeira, Jorge de Lima e Câmara Cascudo, que contribuíram significativamente para a produção literária e intelectual da região. A abertura para correntes identitárias e a absorção de vanguardas europeias foram essenciais para a maturidade artística brasileira, consolidando um diálogo interno e externo que busca até hoje a autonomia cultural.