Professora relata repressão ao ser lésbica nos anos 60

Professora de MT, Eliane Carvalho, relata como foi crescer lésbica nos anos 60, enfrentando repressão familiar e social. Ela é homenageada na Parada do Orgulho LGBTQIAPN+.

Professora relata repressão ao ser lésbica nos anos 60

Aos 63 anos, a professora aposentada Eliane Carvalho, de Mato Grosso, compartilhou os desafios de crescer como mulher lésbica na década de 1960. Criada pelo pai após a perda da mãe aos cinco anos, Eliane não correspondia às expectativas familiares e foi enviada a um colégio de freiras. Lá, o objetivo era que ela aprendesse "modos de moça", pois era vista como "macho".

Assumir sua orientação sexual naquela época implicava em medo constante de discriminação e preconceito. "Ser chamada de sapatão na minha época era uma vergonha para a família", relembrou Eliane, que destacou a necessidade de muitas mulheres se esconderem para evitar julgamentos e violências.

Hoje, Eliane é homenageada na 23ª Parada do Orgulho LGBTQIAPN+ de Mato Grosso e celebra o avanço na visibilidade: "É maravilhoso" ver jovens se posicionando e exigindo respeito.