Rio de Janeiro: Exposição "Vida Reinventada" aborda legado da Covid-19
Exposição "Vida Reinventada" no Rio de Janeiro relembra pandemia de Covid-19, homenageia vítimas e profissionais do SUS, e propõe reflexão sobre o futuro.

Uma nova exposição imersiva, intitulada "Vida Reinventada - A Pandemia de Covid-19 e a Transformação do Futuro", abre suas portas no Rio de Janeiro, prometendo uma jornada profunda sobre o impacto da maior crise sanitária global do século XXI.
Localizada no Centro Cultural do Ministério da Saúde, na Praça Marechal Âncora, a mostra gratuita ficará disponível ao público até abril de 2027. O espaço funcionará de terça-feira a sábado, das 10h às 17h. Para visitas em grupo, o agendamento pode ser feito pelo telefone (21) 2240-5318. A exposição foi concebida pela ex-ministra da Saúde Nísia Trindade e conta com recursos de acessibilidade, incluindo equipe de educadores capacitados em Libras e atendimento em inglês.
## Ciência e Memória em Destaque
O diretor artístico da exposição, Adrén Alves, ressalta que a "Vida Reinventada" busca não apenas rememorar o período pandêmico, mas também transmitir uma mensagem de esperança e aprendizado para o futuro. "A nossa mensagem é 'poderia ter sido diferente' e lembrar sempre uma forma de não repetir os erros do passado", explicou Alves. A pandemia de Covid-19 causou a morte de aproximadamente 716 mil pessoas no Brasil, um número que a exposição busca honrar e contextualizar.
A curadoria, que incluiu a participação de cientistas, resultou em uma expografia e cenografia elaboradas por André Cortês, renomado cenógrafo brasileiro. A mostra apresenta um acervo diversificado, composto por documentos, relatos pessoais, instalações interativas, testemunhos, vídeos e minidocumentários. "A criatividade humana coletiva sempre floresceu diante do desafio, seja para ampliar o conforto físico e espiritual, seja para nos salvar. Durante a pandemia, muitas redes humanas foram criadas", comentou Cortês.
## Homenagens e Reflexão Coletiva
A exposição dedica um espaço especial à ciência, celebrando a pesquisa, a vacinação e o trabalho incansável dos profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS). É também uma homenagem às vítimas da Covid-19 e, notavelmente, às mulheres que estiveram na linha de frente do combate à doença. "E, antes de tudo, é um grito de esperança para dizer que não vamos repetir os mesmos erros do passado para evitar que venham outras pandemias. E, se vierem, que a gente esteja mais preparado", enfatizou Alves.
Organizada sob os pilares de memória, justiça e reparação, a exposição propõe uma experiência sensorial e documental que convida o público a uma travessia coletiva pelas respostas sociais à pandemia. O objetivo é fomentar uma reflexão aprofundada sobre o período e suas implicações para o futuro. Nísia Trindade, primeira mulher a liderar a Fiocruz e o Ministério da Saúde, reforça a importância de "reinventar a vida" e transformar o futuro, enfatizando a dimensão política do combate a emergências em saúde e a necessidade de preparação coletiva para futuras crises.