Alimentação e Moradia Impulsionam Inflação em Junho
Alimentação e habitação impulsionaram a alta de 0,41% do IPCA-15 em junho, respondendo por 65,8% do índice. Energia elétrica e alimentos in natura foram os principais vilões.

Os custos com alimentação e habitação foram os principais responsáveis pela elevação de 0,41% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo -15 (IPCA-15) em junho. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esses dois setores juntos representaram 65,8% do aumento total.
A inflação no setor de alimentação e bebidas registrou 0,74% no período, enquanto os preços de habitação subiram 0,72%. O impacto individual desses grupos foi de 0,16 ponto percentual e 0,11 ponto percentual, respectivamente. Embora a alta em alimentos tenha sido menor que em maio (1,38%), ela ainda sentiu pressão de fatores como restrições na oferta de alimentos in natura devido a condições climáticas e o custo de frete influenciado pela guerra no Oriente Médio.
Entre os alimentos que mais subiram, destacam-se batata-inglesa (29,42%), tomate (17,27%), feijão-carioca (14,29%) e cebola (9,54%). Na habitação, o aumento de 2,04% na energia elétrica foi o principal fator, respondendo por 0,08 ponto percentual do IPCA-15. Esse reajuste reflete a bandeira tarifária amarela e atualizações nas tarifas em diversas localidades do país.