BC: Dirigentes negam alongamento do horizonte de juros
Dirigentes do Banco Central negam alongamento do horizonte da política monetária, estabilizando taxas de DIs após dados de inflação e coletiva sobre relatório.

Taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) de curto prazo reverteram perdas no final da manhã desta quinta-feira, enquanto as de longo prazo voltaram à estabilidade. A movimentação ocorreu após dirigentes do Banco Central (BC) afirmarem que o horizonte da política monetária não está sendo estendido. A taxa do DI para janeiro de 2028, por exemplo, recuou para 14,18%, enquanto a de janeiro de 2035 permaneceu estável em 14,21%.
Até o início da coletiva de imprensa sobre o Relatório de Política Monetária, as taxas apresentavam quedas expressivas, impulsionadas pela desaceleração do IPCA-15 em junho. Contudo, em declarações, o diretor Paulo Picchetti e o presidente Gabriel Galípolo negaram a intenção de alongar o prazo da política monetária ou de sinalizar futuros dos juros. Galípolo ressaltou que o Copom analisará novos dados para tomar decisões.
As falas reforçaram a percepção de que o BC mantém o foco na meta de inflação, distanciando as taxas das mínimas do dia. O Relatório de Política Monetária revisou projeções, indicando inflação acima do teto da meta em 2026, mas com queda gradual em 2027 e 2028. O IBGE divulgou que o IPCA-15 subiu 0,41% em junho, abaixo do esperado.