BC: Inflação alta exige juros elevados por mais tempo
Banco Central sinaliza que inflação persistente e expectativas desancoradas demandam juros Selic elevados por mais tempo para garantir convergência à meta.

A inflação no Brasil continua acima da meta estabelecida, com pressões generalizadas em serviços e componentes ligados ao mercado de trabalho, segundo Paulo Picchetti, diretor do Banco Central. Em declarações nesta quinta-feira (25.jun.2026), ele afirmou que o cenário exige cautela na condução da taxa Selic.
Picchetti destacou que a inflação cheia e suas medidas subjacentes avançaram nas leituras recentes, impactadas por alimentos e serviços. "A inflação segue acima da meta e as expectativas permanecem desancoradas em todos os horizontes relevantes", alertou, indicando risco de desvios para cima. A dinâmica reflete choques de oferta e demanda, potencializados por um mercado de trabalho aquecido e alta de salários.
As expectativas de agentes econômicos seguem acima da meta em todos os prazos, o que, segundo o diretor, aumenta o "custo de convergência da inflação" e demanda uma política monetária restritiva por um período mais longo. O cenário externo incerto, com tensões geopolíticas, também reforça a necessidade de cautela para economias emergentes.