Brasil abre posto tributário na China para ampliar comércio
Brasil inaugura adidância tributária em Pequim para facilitar comércio com a China, reduzir barreiras e atrair investimentos, fortalecendo cooperação fiscal.

O Ministério da Fazenda inaugurou nesta sexta-feira (26) a Adidância Tributária e Aduaneira do Brasil em Pequim, China. A iniciativa tem como objetivo facilitar o comércio, diminuir a burocracia e aumentar a cooperação fiscal entre os dois países, que têm um intercâmbio anual superior a US$ 150 bilhões. A unidade, vinculada à Receita Federal, será a quinta representação do tipo no exterior e buscará criar um canal técnico direto com autoridades chinesas para melhorar a previsibilidade das operações comerciais e combater irregularidades.
O novo posto funcionará como uma unidade avançada da Receita Federal, com um auditor-fiscal atuando de forma técnica e diplomática. A expectativa é que a presença permanente na China auxilie empresas brasileiras a entenderem melhor as regras locais, reduzindo custos logísticos e o tempo de liberação de mercadorias. A atuação será baseada em acordos bilaterais, incluindo mecanismos para evitar dupla tributação e ampliar a assistência mútua em assuntos aduaneiros.
Além de fortalecer o combate à evasão fiscal e ao contrabando, o governo brasileiro pretende usar a missão na China para apresentar oportunidades de investimento em áreas como transformação ecológica e inovação. A iniciativa integra a expansão da rede de adidâncias tributárias brasileiras, que já possui representações em outros países.