Carros Elétricos Mais Baratos Têm Vendas Suspendedas no Brasil

Vendas de carros elétricos mais baratos no Brasil são suspensas pela E-Motors devido ao alto custo do frete e aumento de impostos. Modelos JMEV Emova Easy e Urban não serão comercializados.

Carros Elétricos Mais Baratos Têm Vendas Suspendedas no Brasil

A importadora E-Motors Brasil anunciou a suspensão das vendas de dois modelos de carros elétricos que se destacavam por serem os mais acessíveis do mercado nacional: o JMEV Emova Easy e o JMEV Emova Urban. A decisão impacta diretamente consumidores que buscavam opções de veículos elétricos com menor custo.

A principal justificativa para a paralisação das comercializações reside em dois fatores cruciais: a disparada nos custos do frete marítimo entre a China e o Brasil, e a recente elevação da alíquota do imposto de importação para veículos elétricos, que agora se estabelece em 35%. Esta nova taxa entrou em vigor na quarta-feira, 1º de julho de 2026.

## Fatores Econômicos Desfavoráveis

O Emova Easy, lançado em março, tinha preço anunciado de R$ 69.990. Já o Emova Urban, que figurava como o segundo carro elétrico mais barato disponível no Brasil, era comercializado por R$ 99.990. O CEO da E-Motors Brasil, Mercidio Jivisiez, detalhou o impacto financeiro, afirmando que o custo de um contêiner de 40 pés saltou de US$ 1.800 no início do ano para US$ 10.200 atualmente. Essa escalada de preços tornou a importação dos modelos, já encomendados da fábrica na China, economicamente inviável.

## Perspectivas de Retomada

Segundo Jivisiez, a empresa pretende manter a suspensão das vendas até que o cenário do transporte marítimo se normalize e os custos voltem a patamares sustentáveis. "A nossa intenção é apenas paralisar as vendas enquanto o preço do frete estiver proibitivo e, depois disso, trazer os modelos que já haviam sido encomendados. Ainda não temos uma data para essa retomada", declarou o executivo. A E-Motors, que possui uma concessionária em Pedro Leopoldo (MG), projetava expandir para 30 pontos de venda em um ano e comercializar 1.000 unidades até o final de 2026. Apesar dos desafios, a importadora assegurou que não repassará os aumentos de custos aos consumidores.