Crise de 1929: Lições Econômicas Atuais em Destaque
Especialista compara atual alta da bolsa com a crise de 1929, alertando sobre endividamento e euforia do mercado financeiro.

Apesar de conflitos globais e instabilidade no setor energético, mercados acionários como o Dow Jones e o S&P 500 registram altas expressivas, com o Nasdaq impulsionado pela inteligência artificial. Esses indicadores levantam preocupações entre economistas, que traçam paralelos com o período que antecedeu a quebra da Bolsa de Valores de 1929.
Andrew Ross Sorkin, autor de livros sobre crises financeiras, analisa as semelhanças entre a euforia atual e a década de 1920. Naquela época, a prosperidade e o acesso de pessoas comuns a investimentos na bolsa levaram a um endividamento significativo. A quebra de outubro de 1929 resultou em uma queda de cerca de 50% no mercado em poucos meses, culminando em uma desvalorização de 90% até 1933 e um pico de desemprego de 25% em 1932.
Sorkin destaca a diferença na disponibilidade de dados entre 1929 e hoje. Enquanto o teletipo já existia, a onipresença de informações em tempo real nos dias atuais contrasta com a era pré-crise. A análise sugere que a euforia e o acesso ao crédito, mesmo com informações mais disponíveis, podem representar riscos ocultos para a economia.