Decisões do Copom e TCU abalam gestão econômica

Decisões do Copom e TCU enfraquecem controle econômico no Brasil, com juros em queda e aval a gastos fora do orçamento.

Decisões do Copom e TCU abalam gestão econômica

Decisões recentes do Comitê de Política Monetária (Copom) e do Tribunal de Contas da União (TCU) sinalizam um enfraquecimento dos mecanismos de controle na condução da economia brasileira. A redução da taxa Selic pelo Copom, justificada por argumentos considerados pouco convincentes diante de um cenário de inflação crescente e expansão fiscal, levanta dúvidas sobre a credibilidade do Banco Central em perseguir suas metas. O comitê adiou o atingimento da meta de 3% para 2028, gerando preocupações sobre a independência da instituição.

Paralelamente, um acórdão do TCU validou políticas parafiscais implementadas pelo governo, que somam 1% do PIB em 2026. Essas medidas, criadas para contornar o arcabouço fiscal e aumentar o gasto público fora do orçamento tradicional, recebem agora o aval do tribunal. A decisão permite a expansão de crédito subsidiado e a criação de fundos extrabudgetários sem a devida transparência, aumentando a dívida pública.

Em contrapartida, o Supremo Tribunal Federal (STF) avança com uma súmula vinculante para barrar "bombas fiscais" no Congresso. Contudo, a medida pode não ser suficiente para reequilibrar o jogo, correndo o risco de ser contornada por justificativas pouco críveis. O cenário geral aponta para uma fragilização dos contrapesos fiscal e monetário, com uma judicialização crescente que pode acirrar conflitos entre os Poderes.