Dólar fecha estável a R$ 5,17 com tensões EUA-Irã recuando

Dólar fecha em leve alta a R$ 5,1726 em dia de pouca volatilidade, influenciado por alívio em tensões EUA-Irã e jogo do Brasil. Projeções econômicas e pesquisa eleitoral também marcaram o pregão.

Dólar fecha estável a R$ 5,17 com tensões EUA-Irã recuando

O dólar encerrou o pregão de segunda-feira com variação mínima ante o real, cotado a R$ 5,1726, após um dia marcado por oscilações contidas e pela suspensão de hostilidades entre Irã e Estados Unidos. A moeda norte-americana também apresentou movimentos limitados frente a outras divisas de mercados emergentes.

A cotação de R$ 5,1726 representa uma leve alta de 0,06% no dia, mas acumula um recuo de 5,76% no acumulado do ano. No mercado futuro, o dólar para julho cedia 0,06%, chegando a R$ 5,1760 no final da tarde. A liquidez no mercado de câmbio sofreu uma queda significativa durante a tarde, em função da partida entre Brasil e Japão pela Copa do Mundo.

## Tensão internacional alivia e impacta o mercado

O cenário internacional foi influenciado pela notícia de que os Estados Unidos e o Irã concordaram em suspender as hostilidades e retomar negociações, após um projétil iraniano atingir um navio de carga no Estreito de Ormuz e subsequentes trocas de acusações. Embora o dólar tenha apresentado perdas frente a moedas fortes como o euro e a libra, sua trajetória ante divisas emergentes, incluindo o real, foi mais instável. A moeda atingiu uma máxima de R$ 5,1897 e uma mínima de R$ 5,1557 no decorrer do dia, com uma variação total de apenas -0,65% entre esses pontos.

## Jogo da Seleção Brasileira e Boletim Focus

A partida de futebol entre Brasil e Japão, que começou às 14h e terminou com a vitória brasileira por 2 a 1, causou uma drástica redução na liquidez do mercado financeiro, com as cotações praticamente paralisadas durante o jogo. Paralelamente, o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, manteve a projeção dos economistas para o dólar no fim do ano em R$ 5,20. As expectativas para a taxa Selic também permaneceram inalteradas, em 14,00% para 2026 e 12,00% para 2027.

O diferencial de juros entre o Brasil, com a Selic em 14,25% ao ano, e países como EUA e Japão, que praticam taxas mais baixas, tem sido um fator importante para a entrada de dólares no país. Contudo, a perspectiva de alta de juros nos EUA e de possível queda no Brasil tem alterado esse cenário.

## Pesquisa Eleitoral e Índice do Dólar

Outro dado divulgado no dia foi a pesquisa BTG/Nexus, que apontou um empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu adversário no segundo turno das eleições presidenciais, com 47% e 44% das intenções de voto, respectivamente. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais.

No cenário global, o índice do dólar, que compara a moeda americana com uma cesta de seis divisas principais, caía 0,27%, atingindo 101,090 pontos no final da tarde, indicando um enfraquecimento da moeda dos EUA em relação a outras moedas fortes.