Empresas precisam de tecnologia e revisão de contratos para duplicata escritural

Empresas brasileiras terão que investir em tecnologia e renegociar contratos para se adaptar à duplicata escritural, com PMEs enfrentando maiores desafios.

Empresas precisam de tecnologia e revisão de contratos para duplicata escritural

A transição para o modelo de duplicata escritural, um marco regulatório importante, agora direciona o foco para a sua implementação prática nas empresas. Este processo demandará investimentos significativos em tecnologia, uma análise aprofundada e a renegociação de contratos existentes, além de uma mudança cultural interna. Os desafios, contudo, tendem a ser mais acentuados para as pequenas e médias empresas (PMEs), que podem ter recursos mais limitados para se adaptar às novas exigências.

A duplicata escritural representa uma evolução no sistema de notas fiscais eletrônicas, prometendo trazer maior segurança e eficiência às transações comerciais. A digitalização desse processo visa simplificar operações, reduzir custos operacionais e mitigar riscos de fraudes e inadimplência. A expectativa é que a adoção generalizada deste modelo contribua para um ambiente de negócios mais robusto e transparente no país.

Para as grandes corporações, a adaptação pode ser mais ágil, dada a infraestrutura tecnológica e os departamentos jurídicos e de TI já estabelecidos. No entanto, a revisão de contratos e a integração com sistemas legados ainda exigirão atenção. A mudança de cultura, que envolve a familiarização de equipes com novos fluxos de trabalho e a confiança no novo sistema, também será um ponto crucial.

Já as PMEs, que formam a espinha dorsal da economia brasileira, podem encontrar barreiras mais significativas. A falta de capital para investimentos em software e hardware, a escassez de pessoal especializado em tecnologia e a menor capacidade de negociação para alterar contratos com fornecedores e clientes são fatores que podem dificultar a adoção. O suporte e a orientação de órgãos de classe e do governo serão fundamentais para que essas empresas não fiquem para trás.

O diretor do Banco Central já destacou que a duplicata escritural tem o potencial de reduzir o custo do crédito e aumentar a segurança das operações financeiras. Essa modernização é vista como um passo essencial para a digitalização e a competitividade do setor empresarial brasileiro, alinhando o país às melhores práticas internacionais. A clareza nas regulamentações e o fornecimento de ferramentas de apoio serão determinantes para o sucesso da implementação em larga escala.

A expectativa é que, com o tempo, a curva de aprendizado se normalize e os benefícios da duplicata escritural se tornem evidentes para todos os portes de empresa. A colaboração entre o setor público e o privado será chave para superar os obstáculos e garantir que a transição ocorra de forma equitativa e eficaz, impulsionando a eficiência e a segurança do mercado brasileiro.