Ex-diretor do BC alerta: Dólar alto pode repetir crise de Dilma II

Ex-diretor do BC compara alta do dólar atual com crise de Dilma II, alertando para riscos fiscais e fuga de capitais. Críticas ao BC e dicas de investimento.

Ex-diretor do BC alerta: Dólar alto pode repetir crise de Dilma II

O dólar ultrapassa a marca de R$ 5,20, levantando preocupações de um cenário de pânico cambial semelhante ao observado no segundo governo de Dilma Rousseff. A avaliação é de Fabio Kanczuk, ex-diretor de política econômica do Banco Central. Segundo ele, o quadro fiscal insustentável, com gastos contínuos e deterioração da confiança do mercado, pode levar a uma corrida pela moeda americana. Kanczuk explica que o mercado pode forçar um ajuste "na marra" caso o governo não corte despesas, resultando em disparada do dólar e juros, além de um afundamento da economia.

Essa situação de fuga de capitais, onde investidores retiram recursos do Brasil para buscar segurança no dólar, tende a aumentar a inflação, reduzir a atividade econômica e gerar desemprego, afetando de forma mais severa a população de baixa renda. O ex-diretor também criticou a comunicação do Banco Central sobre a manutenção da Selic, argumentando que a prioridade deveria ser o controle da inflação em vez de suavizar os juros futuros.

Diante da instabilidade, Kanczuk sugere que investidores aguardem a definição eleitoral para tomar decisões. Ele aponta que, se o cenário político indicar a vitória de um candidato específico, a compra de dólar pode ser uma estratégia. No entanto, enquanto a eleição não ocorre, o CDI permanece como um investimento atrativo devido à alta taxa Selic.