Governo descarta leilão de petróleo devido à volatilidade
Ministro Bruno Moretti afirma que volatilidade internacional impede retomada do leilão de petróleo. Equipe econômica avalia intervenções e garante que finanças públicas permanecem estáveis.

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, anunciou nesta terça-feira (30) que não há perspectiva de retomada do leilão de petróleo no cenário atual. A decisão é fundamentada pela alta volatilidade observada no mercado internacional, o que torna o momento inadequado para novas negociações. "Não há possibilidade de a gente retomar agora", declarou Moretti em coletiva de imprensa conjunta com os Ministérios da Fazenda, do Planejamento e Orçamento, e a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), realizada em Brasília.
## Avaliação de Impactos e Estratégias Futuras
A equipe econômica segue em processo de avaliação das condições do mercado de petróleo, incluindo o nível de preços. O objetivo é determinar a necessidade de o governo intervir, seja para estimular ou desestimular a exportação de petróleo bruto, sob uma perspectiva regulatória. "A gente segue avaliando mais essas possibilidades. As possibilidades estão na mesa, assim como a subvenção da gasolina. A gente deve tratar disso nos próximos dias", adiantou o ministro, prometendo atualizações em breve.
## Impacto Fiscal e Receitas do Governo
Moretti também abordou os possíveis impactos fiscais, assegurando que não haverá dificuldades para absorver as receitas governamentais, mesmo com o petróleo tipo Brent cotado próximo a US$ 70 o barril. Ele reiterou que a equipe econômica possui totais condições de manter a meta de resultado primário sem alterações. Conforme o ministro, os recentes eventos no mercado de petróleo validaram a postura de cautela adotada pela equipe, especialmente em relação às projeções de receita tributária e imposto de importação para períodos mais curtos.
A projeção de receita extraordinária com óleo, estimada em R$ 3 bilhões adicionais, foi considerada um valor conservador, reforçando a capacidade do governo de gerenciar as finanças públicas diante das flutuações internacionais.