Grande ABC registra pior perda de empregos formais desde 2020

Grande ABC perde 1.607 empregos formais em maio, pior dado para o mês desde 2020. São Bernardo lidera com déficit de 1.270 vagas. Ministro do Trabalho aponta fatores globais e política monetária.

Grande ABC registra pior perda de empregos formais desde 2020

O Grande ABC, importante polo industrial do estado de São Paulo, registrou um saldo negativo de 1.607 empregos formais no mês de maio. Este é o pior desempenho para o período desde 2020, ano marcado por forte impacto econômico global. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (30) pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), vinculado ao Ministério do Trabalho.

## Cidades da Região em Destaque Negativo

São Bernardo do Campo foi o município com o maior número de postos de trabalho fechados, apresentando um déficit de 1.270 vagas. Em seguida, São Caetano do Sul registrou a perda de 457 empregos, e Mauá, 98. Em contrapartida, Santo André conseguiu criar 102 novas vagas, Diadema abriu 66, Ribeirão Pires adicionou 48 e Rio Grande da Serra fechou o mês com duas vagas criadas. O mês de abril havia apresentado um saldo positivo de 314 postos de trabalho na região.

## Contexto Nacional e Explicações do Ministro

Apesar dos números negativos locais, o cenário nacional mostrou a criação de 72.960 vagas de trabalho em maio, resultado de mais de 2,2 milhões de admissões contra cerca de 2,1 milhões de desligamentos. Contudo, este saldo nacional representou uma queda de 8,2% em relação ao mês anterior, quando foram criadas 79.526 vagas.

O Ministro do Trabalho, Luiz Marinho, atribuiu a desaceleração e os resultados negativos em algumas regiões a uma combinação de fatores macroeconômicos. Ele citou os efeitos da política monetária restritiva, os impactos globais da guerra no Oriente Médio e as repercussões das tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos como elementos que geram instabilidade no mercado. Marinho fez um apelo ao Banco Central para que reavalie a política monetária, argumentando que ela está prejudicando o potencial de geração de empregos no país.

A análise do ministro sugere que o mercado de trabalho brasileiro, apesar de resiliente, enfrenta desafios significativos decorrentes de conjunturas internacionais e decisões de política econômica interna que afetam a confiança e o investimento das empresas.