Itaú exige retorno de funcionários aos escritórios
Itaú Unibanco exige retorno dos funcionários aos escritórios, aumentando dias presenciais e gerando insatisfação e protestos de sindicatos.

O Itaú Unibanco anunciou uma mudança significativa em sua política de trabalho, determinando um retorno gradual e mais frequente aos escritórios para seus funcionários administrativos. A instituição financeira pretende aumentar a exigência de dias presenciais, passando de oito dias por mês para três dias por semana. Essa decisão acompanha uma tendência global de bancos e empresas que buscam reverter o modelo de home office e trabalho híbrido, que ganhou força durante a pandemia de Covid-19.
Segundo o banco, o objetivo é "fortalecer a colaboração, a troca de conhecimento e a agilidade na tomada de decisões". O Itaú comunicou que elaborou um cronograma para facilitar a adaptação dos colaboradores, buscando minimizar impactos na vida pessoal e familiar. No entanto, a medida já gerou resistência. O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região criticou a falta de negociação prévia e planeja discutir a situação com a diretoria do banco, além de verificar as condições dos espaços físicos para o novo modelo.
A retomada do trabalho presencial tem sido vista positivamente pelo mercado imobiliário corporativo em São Paulo, com a queda na taxa de escritórios vagos. Outros bancos como Nubank e Bradesco também anunciaram investimentos e reformas para ampliar a capacidade de trabalho presencial. Contudo, a decisão do Itaú surpreendeu muitos trabalhadores, que haviam organizado suas rotinas em torno da flexibilidade oferecida anteriormente, levantando preocupações sobre o impacto na vida pessoal e familiar.