Juros Futuros Recuam com Dólar e Inflação Benigna

Juros futuros caem com IPCA-15 abaixo do esperado e expectativa de corte na Selic. Dólar e cenário internacional geram cautela.

Juros Futuros Recuam com Dólar e Inflação Benigna

Os juros futuros operaram em queda na quinta-feira (25), impulsionados principalmente pelos resultados do IPCA-15 de junho, que indicaram uma inflação mais branda que o esperado. A prévia da inflação brasileira apresentou uma composição favorável, com desaceleração em núcleos e preços de alimentos, levando o mercado a precificar com maior probabilidade um novo corte na taxa Selic em agosto. No curto e médio prazo da curva a termo, os DIs registraram quedas. No entanto, os vencimentos de prazo mais longo apresentaram leve alta, influenciados por um leilão de títulos do Tesouro Nacional e receios sobre o cenário geopolítico no Oriente Médio.

O IPCA-15 registrou 0,41% em junho, ligeiramente abaixo das projeções. A composição do índice, com serviços subjacentes e alimentos apresentando desaceleração, trouxe alívio aos investidores. A probabilidade de corte de 0,25 ponto percentual na Selic, para 14,0%, na reunião de agosto do Copom, subiu de 39% para 50%.

Contudo, economistas alertam para a volatilidade dos dados mensais e a tendência de aceleração inflacionária nos últimos três meses. A força do dólar, antecipada por decisões do Federal Reserve, e a atividade econômica aquecida também são fatores de risco que podem limitar a magnitude e a continuidade dos cortes da Selic ao longo de 2026, sugerindo um ciclo de cortes mais contido e cauteloso.