Leilão de baterias: nacionalização gera polêmica

Empresas e investidores questionam a viabilidade de exigir conteúdo local no leilão de baterias devido à falta de cadeia produtiva consolidada e alto custo.

Leilão de baterias: nacionalização gera polêmica

A exigência de conteúdo local para o primeiro leilão de baterias do Brasil, previsto para dezembro, tem gerado apreensão entre empresas do setor. O principal ponto de questionamento é como cumprir uma eventual meta de nacionalização em um mercado onde a cadeia produtiva ainda não está consolidada. A tecnologia central para sistemas de armazenamento de energia em baterias é majoritariamente importada, com células eletroquímicas produzidas principalmente na Ásia.

Fontes do setor indicam que o percentual de nacionalização, que pode girar em torno de 15%, seria inicialmente alcançado por meio de componentes secundários e montagem no país. Itens como sistemas de refrigeração, contêineres, estruturas e software de gestão estariam inclusos. No entanto, agentes de mercado alertam que essa exigência pode elevar os custos dos projetos em até 40%.

O cronograma apertado também é um fator de preocupação. Com contratos de suprimento a partir de agosto de 2028, fabricantes teriam pouco mais de um ano para instalar linhas de produção, obter certificações e se credenciar. Empresas como Moura, WEG e potenciais investimentos de BYD e Windey na Bahia foram anunciados, mas a dúvida sobre a escala e a concorrência futura persiste, enquanto o BNDES não detalhou as regras de credenciamento e capacidade produtiva nacional.