Leilão de Terminal em Santos segue travado por impasse de regras

Leilão do Tecon Santos 10, megaterminal no Porto de Santos, está suspenso por impasse nas regras de participação. Antaq aguarda decisão do governo federal.

Leilão de Terminal em Santos segue travado por impasse de regras

O aguardado leilão do Terminal de Contêineres (Tecon) Santos 10 (STS10), localizado no estratégico Porto de Santos, no litoral paulista, permanece suspenso. A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) solicitou ao governo federal que defina o modelo a ser adotado para a licitação, enquanto aguarda uma decisão oficial para prosseguir.

O megaterminal em questão abrange uma vasta área de 621,9 mil m² e prevê um contrato inicial de 25 anos, com possibilidade de renovação por até 70 anos. O investimento total estimado para o projeto é de R$ 6,45 bilhões, com a expectativa de impulsionar em até 50% a capacidade de movimentação de contêineres no porto.

## Impasse sobre regras de participação

O ponto central da discórdia reside nas regras de participação para empresas já estabelecidas no Porto de Santos. A Antaq havia proposto um modelo, aprovado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que inicialmente restringia a participação de operadores já atuantes na primeira fase do leilão. Caso não houvesse interessados suficientes, uma segunda etapa seria aberta, permitindo a entrada dessas companhias, desde que se comprometessem a vender seus ativos antes da assinatura do contrato.

No entanto, o Ministério de Portos e a Casa Civil apresentaram uma recomendação em maio para a remoção dessas restrições. A proposta do governo é permitir que os operadores atuais participem desde o início da licitação, com o compromisso posterior de alienar ativos caso vençam o certame. A justificativa para essa mudança é a busca por maior concorrência, eliminando políticas de privilégio e priorizando a ampla participação no processo.

A indefinição sobre qual modelo prevalecerá – o mais restritivo proposto inicialmente pela Antaq ou o mais aberto sugerido pelo Ministério e Casa Civil – mantém o leilão em compasso de espera. A decisão final do governo federal é crucial para determinar os próximos passos da licitação deste importante terminal portuário brasileiro.