Metade das 'canetinhas' emagrecedoras no Brasil é informal
Mais de 50% das 'canetinhas' emagrecedoras consumidas no Brasil podem vir do mercado informal, aponta pesquisa. Consumo cresceu 239% e afeta vendas de alimentos.

Mais da metade das doses de GLP-1, popularmente conhecidas como 'canetinhas emagrecedoras', podem estar circulando no Brasil fora dos canais formais, segundo um levantamento inédito da Scanntech. A estimativa, baseada na evolução das vendas de seringas de insulina em farmácias, sugere que o mercado informal é significativo. O consumo total de GLP-1 registrou um aumento de 239% no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior.
O uso desses medicamentos impacta o varejo alimentar, com redução estimada de 0,49% no volume de alimentos vendidos em supermercados. Categorias como cerveja, petiscos e chocolates foram mais afetadas. Em contrapartida, houve crescimento em alimentos frescos, produtos de bem-estar e suplementos proteicos. Cerca de 6% dos adultos brasileiros já utilizam medicamentos da classe GLP-1, principalmente mulheres de 25 a 34 anos com alta renda.