Produtor digital prioriza segurança em vez de taxas em pagamentos
Produtores digitais brasileiros trocam a prioridade de taxas por segurança e solidez na escolha de plataformas de pagamento, impulsionados por novas regras e instabilidade no mercado.

A escolha de plataformas de pagamento por produtores digitais no Brasil deixou de focar primariamente em taxas para priorizar a solidez institucional e a segurança do repasse de valores. Desde 2018, com a autorização de centenas de instituições de pagamento, o mercado passou por um ciclo de crescimento impulsionado por capital de risco e diferenciação por preço. No entanto, a instabilidade de algumas fintechs e o impacto de casos como o do Banco Master, que afetou bilhões de reais, transformaram a decisão.
Produtores digitais agora questionam a custódia e a responsabilidade sobre seus fundos entre a venda e o repasse. Critérios como histórico verificável, operação contínua, capital próprio e estrutura financeira que garanta contas vinculadas ao CNPJ do produtor tornaram-se decisivos. Plataformas como a 4Selet, de Goiânia, que opera com saldo do produtor em conta vinculada e sem retenção, exemplificam o novo modelo.
A mudança é reforçada por novas regulamentações do Banco Central, como a Resolução Conjunta nº 16 e a Resolução BCB nº 518, que em novembro de 2025 proibiram as contas-bolsão e estabeleceram novos padrões até dezembro de 2026. O setor de pagamentos digitais caminha para uma consolidação, onde a confiabilidade e a conformidade regulatória se sobrepõem à competição por taxas, alinhando a escolha da plataforma à de um serviço bancário seguro e confiável.