Reforma do Ibovespa pode trazer mais tecnologia e diversificação

Reforma do Ibovespa estuda incluir BDRs de tecnologia e crescimento para diversificar índice, tornando-o mais moderno e competitivo globalmente.

Reforma do Ibovespa pode trazer mais tecnologia e diversificação

A B3 avalia uma reformulação do Ibovespa com o objetivo de tornar o principal índice da Bolsa brasileira mais diversificado e alinhado à economia real. Relatório do Bradesco BBI sugere que a modernização da metodologia, incluindo BDRs de companhias com forte atuação no país, pode aumentar a exposição a empresas de tecnologia e crescimento. Atualmente, o índice é concentrado em setores como financeiro e energia.

A proposta inclui a elegibilidade de sete BDRs, como Nubank, Mercado Livre e XP, que poderiam alterar a composição atual. Cálculos indicam que a entrada desses papéis resultaria em uma diluição controlada, com redução de peso para gigantes como Vale, Petrobras e Itaú. A inclusão do Mercado Livre, em particular, é vista como crucial para equilibrar a participação setorial e aumentar o peso do consumo discricionário.

Com a reforma, o Ibovespa, atualmente negociado a um múltiplo baixo, poderia ter seu indicador de lucro futuro elevado, aproximando-se de um perfil "growth e quality". Analistas estimam que a mudança possa destravar fluxos de investimento na ordem de R$ 13 bilhões, apesar de fundos de pensão enfrentarem restrições regulatórias para BDRs. A B3 também estuda ampliar taxas de licenciamento de índices, o que poderia gerar receita adicional, mas com risco de migração de gestores para benchmarks alternativos.