S&P mantém rating do Brasil, mas alerta para fragilidade fiscal
S&P reafirma rating 'BB' do Brasil, destacando resiliência externa, mas alerta para fragilidade fiscal com déficits e dívida crescentes.

A S&P Global Ratings manteve os ratings soberanos do Brasil em "BB/B", com perspectiva estável, apesar de reconhecer a persistente fragilidade fiscal do país. A agência avalia que a robusta posição externa brasileira, impulsionada por reservas internacionais elevadas e mercados financeiros profundos, continua a compensar os déficits fiscais e a trajetória crescente da dívida pública.
A S&P projeta que os déficits do governo geral permanecerão em torno de 7% do PIB nos próximos anos, com a dívida pública podendo atingir cerca de 74% do PIB até 2029. A rigidez orçamentária, a indexação de gastos e o ambiente político, com eleições em 2026 sem priorização do ajuste fiscal pelas campanhas, são apontados como barreiras para um ajuste mais consistente.
Por outro lado, a força externa do país, com exportações de commodities, conta corrente moderada, baixo endividamento externo e um mercado financeiro doméstico aprofundado, sustenta a capacidade de financiamento e absorção de choques. A agência não espera mudanças significativas na política econômica, independentemente do resultado eleitoral.