Ensino Superior: Escolas Pedem Notas de Corte Flexíveis no Fies
Universidades particulares propõem ao MEC flexibilizar notas de corte do Fies, argumentando que cursos tecnólogos não exigem o mesmo preparo que graduações mais longas.

O setor de ensino superior particular busca flexibilizar as regras de acesso ao Fies (Fundo de Financiamento Estudantil). Representantes de universidades privadas planejam apresentar uma nova proposta ao Ministério da Educação (MEC) nos próximos dias. A ideia é que as notas mínimas exigidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) variem de acordo com a modalidade do curso.
Atualmente, o Fies exige 450 pontos no Enem para todos os beneficiários, uma regra implementada no início do ano para, segundo o governo da época, elevar a qualidade dos estudantes financiados. No entanto, entidades como o Semesp argumentam que cursos tecnólogos, por exemplo, não demandam o mesmo nível de preparo que graduações mais extensas, como engenharia.
A proposta visa incluir alunos com pontuações inferiores, mas que seriam aptos a cursar graduações menos complexas. O setor também quer que o novo sistema de financiamento, em desenvolvimento, detalhe as mensalidades de cada curso. A mudança, segundo o setor, pode reintroduzir a competição por preço, algo que a estrutura atual do Fies, onde o pagamento é posterior à formatura, teria desestimulado.