Entidades médicas criticam nota mínima em exame de medicina

Conselho Federal de Medicina e Associação Paulista de Medicina criticam medida provisória que define nota mínima no Enamed para formandos de medicina.

Entidades médicas criticam nota mínima em exame de medicina

Entidades médicas expressaram descontentamento com a medida provisória (MP) que estabelece uma nota mínima de 60 pontos no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) para que estudantes de medicina obtenham o registro profissional. O Conselho Federal de Medicina (CFM) considerou a medida insuficiente e lamentou a surpresa com o anúncio, visto que um projeto sobre o tema já estava em discussão no Congresso.

Uma das principais críticas reside na ausência de uma avaliação prática no Enamed, que atualmente abrange questões teóricas em sete áreas médicas. Há o receio de que instituições priorizem a preparação para a prova teórica em detrimento da formação prática essencial. A Associação Paulista de Medicina (APM) relatou casos de instituições que estariam substituindo parte do internato por cursos preparatórios.

Outro ponto de divergência é a responsabilidade pela elaboração do exame. Enquanto a MP prevê que o Inep (ligado ao MEC) continue encarregado, o CFM defende que essa função seja do próprio conselho, argumentando que ele é o órgão avaliador dos egressos. Especialistas sugerem que a MP seja aprimorada, com inclusão de prova prática e maior participação consultiva das instituições de ensino e entidades médicas.