Prefeituras cobrem alto custo de educação integral com verba própria
Prefeituras do Grande ABC gastam até 67% de verba própria para suprir deficiências do Fundeb na educação integral.

A expansão da educação em tempo integral tem gerado um rombo nas contas das prefeituras do Grande ABC, no estado de São Paulo. Apesar de o Fundeb ser a principal fonte de financiamento, os valores repassados não cobrem os custos reais da modalidade, forçando os municípios a complementar com recursos próprios, que chegam a representar até 67% do necessário. A obrigatoriedade de destinar 4% do Fundeb para novas vagas de tempo integral a partir deste ano pressiona ainda mais os orçamentos municipais.
Em Mauá, por exemplo, o custo mensal por aluno é de R$ 2.500, mas o repasse do Fundeb é de apenas R$ 844, exigindo que a prefeitura cubra a diferença. Diadema também enfrenta o desafio, com gastos anuais de R$ 600 milhões em educação contra R$ 260 milhões recebidos do fundo. São Bernardo e Santo André relatam situação semelhante, com a verba federal distante de suprir as despesas efetivas da jornada ampliada.
As administrações municipais de Santo André, São Bernardo, Diadema e Mauá confirmam que o financiamento do governo federal é insuficiente. São Bernardo lidera em escolas com jornada ampliada, com 94 unidades próprias e 45 conveniadas. A situação evidencia a necessidade de maior aporte de recursos para garantir a qualidade e a expansão do ensino integral no país.