IA no Cinema: Disney, Netflix e A24 disputam futuro
Google, Disney e Netflix exploram a IA no cinema em 2026. Google e A24 buscam arte, Netflix aposta em eficiência com Ben Affleck, enquanto Disney enfrenta prejuízos com OpenAI.

O ano de 2026 marca um ponto de virada para Hollywood com a crescente integração da inteligência artificial na indústria cinematográfica. Três movimentos distintos evidenciam a tensão criativa atual: o Google DeepMind se une ao estúdio A24 para desenvolver ferramentas de IA focadas em arte, evitando a geração de conteúdo genérico. Paralelamente, a Disney tenta se recuperar de um acordo bilionário com a OpenAI que se mostrou problemático em poucos meses, após o descontinuamento da plataforma Sora. No meio desse cenário, Ben Affleck vende sua startup de IA, InterPositive, para a Netflix por até US$ 600 milhões, prometendo tecnologia aliada aos cineastas.
A abordagem da Disney com a OpenAI, que previa a criação de vídeos com personagens icônicos sob rigorosas diretrizes de segurança, fracassou em apenas três meses, resultando em um prejuízo de imagem e financeiro. Em contraste, a parceria do Google DeepMind com a A24, estúdio conhecido por filmes independentes aclamados, sinaliza uma aposta na curadoria e na arte, com a IA auxiliando em processos como a geração de storyboards.
A InterPositive, de Ben Affleck, foca em otimizar a produção, como a redução de custos em efeitos visuais e a agilização de tarefas pós-produção, sem gerar conteúdo do zero. A Netflix, ao adquirir a startup, reforça seu discurso de que a inovação deve capacitar criadores. Os três casos demonstram que a IA busca validação cultural no cinema, com diferentes estratégias: a Disney apostou na escala e falhou; A24 e Google focam na arte; e Netflix e Affleck priorizam o pragmatismo.