Supergirl: Milly Alcock brilha em nova aposta da DC

Novo filme da DC, "Supergirl" estreia com Milly Alcock em destaque, mas sofre com vilão fraco e roteiro inconsistente. Destaque para a química entre as protagonistas.

Supergirl: Milly Alcock brilha em nova aposta da DC

A nova adaptação da DC, "Supergirl", chegou aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (25), impulsionada pela performance da atriz Milly Alcock. O filme, que marca a segunda produção sob a gestão de James Gunn e Peter Safran no DC Studios, é baseado na minissérie "Supergirl: Mulher do Amanhã", de Tom King e Bilquis Evely.

Dirigido por Craig Gillespie e roteirizado por Ana Nogueira, o longa acompanha Kara Zor-El (Alcock) em seu aniversário de 23 anos em um planeta sem poderes. Lá, ela encontra a jovem alienígena Ruthye (Eve Ridley) e embarca em uma jornada intergaláctica. Alcock entrega uma interpretação notável de Kara, uma sobrevivente melancólica que esconde sua dor atrás da indiferença, recebendo elogios de James Gunn como um "melhor trabalho de casting".

Contudo, o filme falha em outros aspectos. O vilão Krem (Matthias Schoenaerts) é criticado por ser genérico e sem motivação clara, e a forma como os poderes da protagonista são balanceados para criar tensão narrativa soa forçada. A participação de Jason Momoa como Lobo, embora carismática, parece mais uma concessão aos fãs do que um elemento essencial à trama. Visualmente, o filme acerta em cenários alienígenas e sequências espaciais, mas o terceiro ato peca com uma paleta de cores escura. A química entre Alcock e Ridley se destaca como o ponto forte, ancorando a narrativa nos momentos em que o roteiro se perde.