Atleta de Atletismo Brilha e Conquista Medalha no Ciclismo Paralímpico

Jerusa Geber, estrela do atletismo paralímpico, conquista medalha de prata no ciclismo de estrada nos Jogos Parasul-Americanos. Brasil soma sete medalhas na modalidade.

Atleta de Atletismo Brilha e Conquista Medalha no Ciclismo Paralímpico

O Brasil iniciou sua participação nos Jogos Parasul-Americanos de Valledupar, na Colômbia, com uma performance expressiva no ciclismo de estrada. A delegação brasileira conquistou um total de sete medalhas na modalidade nesta quinta-feira (02/07/2026), sendo quatro de ouro e três de prata nas provas de contrarrelógio.

## Transição de Modalidades Bem-Sucedida

Entre as medalhistas, destaca-se Jerusa Geber. Aos 44 anos, a atleta do Acre, que já é uma referência no atletismo paralímpico, conquistou a medalha de prata na classe B, para atletas com deficiência visual. Jerusa é tetracampeã mundial nos 100 metros rasos, modalidade na qual detém o recorde e foi a primeira atleta cega a completar a distância em menos de 12 segundos. Ela também acumula dois ouros paralímpicos nos 100m e 200m, conquistados em Paris.

Na prova de contrarrelógio em Valledupar, Jerusa teve como piloto a paulista Marcella Toldi. A dupla brasileira completou o percurso em 27min55s23. A vitória ficou com outra brasileira, Viviane Soares, do Rio de Janeiro, que, acompanhada pela pilota paulista Lara Marinho, registrou o tempo de 26min46s41. A argentina Maria Jose Quiroga completou o pódio.

"Estou muito feliz com este resultado. O ciclismo é uma paixão para mim. Estou gostando muito e pretendo ficar nele por bastante tempo. Até onde der, quero seguir no esporte dando trabalho para minhas adversárias", declarou Jerusa Geber, em entrevista à comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

## Outras Medalhas Brasileiras no Ciclismo

A também brasileira Viviane Soares, que conquistou o ouro, tem uma trajetória semelhante de versatilidade esportiva. Aos 30 anos, a atleta fluminense, que possui baixa visão (classe T12), foi medalhista de bronze nos 100m no Mundial de Atletismo de 2019. Ela revelou que planejava encerrar a carreira em 2025, mas a oportunidade no ciclismo a motivou a continuar.

"Muitas pessoas me ajudaram e me apoiaram nos momentos mais difíceis, quando pensei em parar. Foi uma prova maravilhosa. Eu sabia que tinha chances de pódio, mas não sabia qual medalha seria. Entrei para dar tudo de mim e mais um pouco para conseguir este ouro. Foi duro, cansei bastante, mas deu tudo certo no final", celebrou Viviane.

Além de Jerusa e Viviane, o Brasil subiu ao pódio com outros cinco ciclistas. Lauro Chaman, de São Paulo, venceu a prova masculina na classe C5 (deficiências físico-motoras leves ou amputações). No feminino, Fabiana Ventura, de Minas Gerais, garantiu a prata na classe C2. Roberto Neto, também mineiro, conquistou o ouro na classe C2 masculina. Sabrina Custódia, de São Paulo, ficou com a prata na classe C2 feminina. Por fim, Eduardo Pimenta, de Minas Gerais, venceu a prova de handbike na classe H3.

## Preparação para o Ciclo Paralímpico

Com 237 representantes em 13 modalidades, o Brasil disputa os Jogos Parasul-Americanos, que servem como um importante evento multimodalidade no ciclo para os Jogos de Los Angeles, em 2028. A delegação brasileira é composta por atletas experientes, incluindo medalhistas em Mundiais e Paralimpíadas.

A competição, que segue até 15 de julho, marca a segunda edição dos Jogos Parasul-Americanos, a primeira ocorreu em Santiago, no Chile, em 2014, onde o Brasil ficou em segundo lugar no quadro de medalhas.