Brasil x Japão: Jogo da Copa causa pico de 25 GW na rede elétrica

Pico de 25 GW na rede elétrica após jogo do Brasil na Copa 2026. Demanda subiu com fim da partida, enquanto geração solar caiu, exigindo rápida adaptação do sistema.

Brasil x Japão: Jogo da Copa causa pico de 25 GW na rede elétrica

A partida entre Brasil e Japão, válida pela Copa do Mundo de 2026, gerou um desafio operacional significativo para o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Logo após o apito final, em um período inferior a duas horas, a demanda por eletricidade no país registrou um aumento expressivo de 25 gigawatts (GW). Este pico de consumo é comparável à capacidade combinada de duas das maiores usinas hidrelétricas do país: Itaipu e Belo Monte.

O cenário se tornou ainda mais complexo devido à coincidência com o pôr do sol. À medida que a noite avançava, a geração de energia solar, que havia sido robusta durante o dia, começou a diminuir rapidamente. Estima-se que cerca de 50 GW de energia solar deixaram de ser produzidos, forçando outras fontes, como usinas hidrelétricas e termelétricas, a serem acionadas em alta velocidade para suprir o súbito aumento na demanda.

Durante o período do jogo, iniciado às 14h, observou-se uma queda acentuada no consumo de energia, refletindo a paralisação das atividades econômicas e domésticas para que os brasileiros pudessem assistir à partida. Houve uma breve elevação no intervalo, seguida por outra retração no segundo tempo. Contudo, com o término do confronto, por volta das 16h, a rotina foi retomada, impulsionando a demanda de aproximadamente 66,7 GW para cerca de 91,8 GW.

Para gerenciar essa flutuação abrupta, o ONS já havia tomado medidas mais cedo. Durante a partida, a entidade restringiu cerca de 20 GW de geração renovável. Essa ação foi necessária em virtude da alta produção de energia distribuída e do consumo excepcionalmente baixo, visando a manutenção da estabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN) e a garantia do fornecimento contínuo.

A escolha do horário para o jogo representou uma particularidade. Diferente de partidas anteriores da Copa, que ocorreram à noite, este confronto aconteceu em pleno período de geração solar máxima. A rápida transição da alta produção fotovoltaica para a necessidade de suprir o consumo pós-jogo tornou a operação do sistema mais intrincada, exigindo respostas ágeis e precisas dos responsáveis pela gestão energética brasileira.